16.05.20

Pacientes com câncer de pele não devem parar tratamento por conta da Covid-19

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na Bahia, a estimativa do Inca é que em 2020 surjam quase 8 mil novos casos do câncer não melanoma

Pacientes com câncer de pele não devem parar tratamento por conta da Covid-19

Durante a pandemia do novo coronavírus, a recomendação é da adoção do distanciamento social. No entanto, é necessário ressaltar a importância da consulta dermatológica, que vai além da questão estética. Para os pacientes com câncer de pele, por exemplo, é essencial a ida ao especialista para que se faça o diagnóstico e o tratamento específico e eficaz. Para isso, não há como aguardar a passagem da pandemia. Os pacientes já diagnosticados, por sua vez, não devem interromper o tratamento oncológico, seja ele cirúrgico ou quimioterapia.

“Sob nenhuma hipótese o tratamento deve ser suspenso. A demora no diagnóstico e o atraso ou a interrupção do tratamento podem gerar uma piora que levaria o paciente a procurar um serviço de emergência”, ressalta a dermatologista Dra. Ana Lísia Giudice, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Bahia (SBD-BA).

No Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma esperados, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 83.770 em homens e de 93.160 em mulheres, correspondendo a um risco estimado de 80,12 casos novos a cada 100 mil homens e 86,65 casos novos a cada 100 mil mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Na Região Nordeste, ele é o segundo mais incidente entre os homens, com um risco estimado de 65,59/100 mil; já entre as mulheres, o câncer de pele não melanoma é o mais incidente, com um risco estimado 63,02 novos casos a cada 100 mil mulheres.