09.10.19

Problema de saúde pública, obesidade no Brasil vem crescendo nas classes C, D e E*

Foto: Crédito da Foto: Divulgação

Dia Mundial de Combate à Obesidade alerta para cuidados a serem tomados para prevenir a doenças

Problema de saúde pública, obesidade no Brasil vem crescendo nas classes C, D e E*

 

Na próxima sexta-feira (11), o mundo inteiro é alertado sobre a importância de se combater um problema já considerado de saúde púbica. O Dia Mundial de Combate à Obesidade vem ganhando cada vez mais importância, uma vez que as populações de diversos países vem registrando um aumento de pessoas obesas.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 50% da população estão com sobrepeso, sendo que cerca de 23% são passíveis de cirurgia, ou seja, já estão em uma situação que necessitam de intervenções médicas mais eficazes para reverter a situaçãoa, e exemplo da cirurgia bariátrica. A pesquisa mostra ainda que há uma maior incidência de obesidade nas classes C, D e E

O cirurgião bariátrico, diretor do Núcleo de Obesidade Mórbida do Hospital da Bahia (HBA), Marcelo Zollinger, alerta para o impacto que a obesidade tem na qualidade de vida do paciente. “A obesidade traz com ela uma série de comorbidades, como a diabetes tipo 2, a apneia do sono, hipertensão arterial, infarto do miocárdio e AVC. O paciente tem a vida ainda encurtada por conta dessa sequência de problemas que podem vir junto com a doença”, explica.

Para Zollinger, o Dia Mundial de Combate à Obesidade é importante para chamar atenção para toda a carga que afeta o paciente para além da questão física. “A questão laboral, do bullying, da estigmatização social são aspectos que também mostram a necessidade de combater a obesidade”.

Sobre a maior incidência nas classes C, D e E, o médico observa também questões econômicas e culturais que envolvem a doença. “A proteína é cara e o carboidrato é mais barato. Esse é um ponto que tem relação com esse aumento da incidência da obesidade junto a classes menos favorecidas”, detalha.

Além disso, Zollinger lembra que as comorbidades que podem surgir com a obesidade obrigam o paciente a ser acompanhado por uma série de especialista, outra questão que também impacta na condição socioeconômica. “Obesidade não é doença de um especialista só. São vários sistemas orgânicos acometidos. Você pode ter envolvido o cardiologista, o endocrinologista, o pneumologista, os especialistas do sono, além também da psiquiatria, psicologia e psicanálise, diante do estigma que essa doença ainda carrega na sociedade”.

Marcelo Zollinger destaca que a prevenção ainda é o melhor caminho para evitar a obesidade. “Comer bem, sair do sedentarismo e fazer atividade física rotineiramente são contribuições efetivas para evitar a obesidade e, consequentemente, todas as doenças que a orbitam”, conclui o médico.